25 Novembro 2009

Em Adoração

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Obrigado Senhor pelo Teu amor, a Tua bondade infinita, a Tua presença viva no meio de nós.

Olhas para nós Senhor com os Teus olhos ternos, abres os Teus braços infinitos e a todos acolhes no mesmo eterno amor, sem diferenças, nem preferências.

Porque és um Deus assim, que todos criaste iguais no Teu amor e por isso a todos amas de igual modo.

Para Ti não há diferenças entre nós, isso são coisas do mundo.

Não ligas à cultura, ou à falta de conhecimentos, não te interessa a forma de vestir, ou o modo de falar, não olhas àquilo que cada um dá, conforme as suas posses, olhas apenas ao ser individual que criaste, que conheces e amas desde sempre e para sempre, porque em Ti, no Teu coração ele sempre existiu e sempre foi amado, mesmo antes de existir o mundo.

E essa Senhor é a verdade que nos revelas, que amas a cada um individualmente com o mesmo amor, que conheces a cada um tão perfeitamente, (como nós não nos conhecemos), que todos somos diferentes, embora iguais para Ti, que no Teu coração o nosso verdadeiro nome, o nome que Tu nos deste, está inscrito desde sempre e para sempre, e que Te entregaste e morreste por cada um, individualmente também.

Porque é verdade Senhor, que muitas vezes pensamos apenas que amas a humanidade, colectivamente, que Te entregaste e morreste pelos homens no seu conjunto, porque assim Senhor, parece que se dilui a nossa responsabilidade no Teu Sacrifício, parece que diminui a nossa obrigação de Te seguir e viver a Tua vontade, parece que é mais pequeno o nosso pecado, não parece tão necessária a nossa oração, parece que já há tantos na missão a que nos chamaste, que nós já não somos precisos.

Mas Senhor, são desculpas, são pretextos, são formas encapotadas de tentar esconder a verdade.
Verdadeiramente entregaste-Te e morreste por cada um de nós individualmente, e ao fazê-lo, entregaste-Te e morreste por todos.

Mas cada um de nós, individualmente, é responsável pela Tua entrega e pela Tua morte, cada um de nós tem a obrigação individual de Te seguir e viver a Tua vontade para si próprio, cada um de nós tem de carregar o peso do seu pecado, que só a ele diz respeito, cada um de nós tem necessidade da sua oração individual, por ele e pelos outros, cada um de nós tem a missão que Tu lhe deste, expressamente para a sua vida, conforme o estado de vida a que Tu o chamaste.

Senhor como é bom saber que estás aqui, presente para mim, mas como é terrível saber que olhas para mim e que sabes tudo o que eu faço e penso, que me amas com esse amor imenso e que no Teu Coração a chaga se abre cada vez que não correspondo ao que queres de mim, cada vez que olho para o lado e me afasto de Ti, cada vez que tento fazer da minha vontade a Tua vontade.

Quisera Senhor às vezes, esconder-me envergonhado, mas de nada serve, porque Tu estás em todo o lado, tudo vês, e mais difícil ainda, em vez de ralhares e Te zangares comigo por me querer esconder de Ti, escondendo o meu pecado, em vez de assim procederes, Tu Senhor, abres os braços para mim, e num sorriso dizes-me e a cada um de nós:

“Procuro-te Meu filho, não para te castigar, mas para te amar mais, para te perdoar e guiar”.

Obrigado Senhor porque não sendo eu nada, não sendo eu ninguém neste mundo, no Teu coração sou o mais importante de todos os meus irmãos, porque todos os meus irmãos são o mais importante para Ti.

Ajuda-me Senhor, a viver em amor com todos os meus irmãos, mas a nunca tentar diluir a minha responsabilidade, a minha missão, desculpando-me com aquilo que os outros fazem, pelo contrário, ajuda-me Senhor a cumprir o que queres para mim, a viver a Tua vontade em mim e a colectivamente dar testemunho do Teu amor por mim, igual ao Teu amor por cada um de nós.

Obrigado Senhor pelas graças deste dia, desta noite, de toda a minha vida, das vidas de todos nós.

Obrigado Senhor pelos que curaste no seu interior e no seu físico e obrigado Senhor por todos aqueles a quem retiveste a doença.

Só Tu sabes Senhor o que é importante e bom para a vida de cada um, porque só Tu conheces o caminho que cada um terá de seguir, para por Tua graça, alcançar a Salvação.

Glória a Ti, Senhor, para sempre pelos séculos sem fim.

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26 Outubro 2009

No amor está o perdão.

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«E levantando-se, foi ter com o pai.
Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos». Lc 15,20


O Pai correu para o filho, para o abraçar, para o aceitar, para o acolher, para o continuar a amar, para fazer festa com ele.
Não para perdoar, porque o perdão esteve sempre no coração do Pai.
O perdão é uma constante no coração do Pai, como o amor.
E o amor do Pai é o amor verdadeiro, sem limites. É o amor que ama sem ser amado.
Quando se ama verdadeiramente, tudo está sempre perdoado.
O perdão faz parte do amor. Está associado ao amor. Onde há amor, há perdão constante.
Por isso o Pai nosso Deus, não nos perdoa, ou vai-nos perdoando. Nós estamos perdoados, à partida, desde logo.
Jesus Cristo com a Sua entrega de amor, à vontade do Pai, alcançou-nos o perdão para sempre.
Portanto, parte de nós aceitarmos o perdão. Ele está dado, é só recebermos.
Para isso temos de admitir, de reconhecer a nossa culpa, reconhecer que somos pecadores.
Não há condições para o perdão do Pai, porque nada há que possamos fazer para impedir o perdão do Pai.
Estamos sempre perdoados, mas para esse perdão ter efeito, temos de baixar a cabeça humildemente e reconhecermos o nosso erro, o nosso pecado.
Por isso o Pai corre para o filho.
Porque nEle, Pai, nunca foi quebrada a comunhão com o filho. O Pai sempre continuou a amar, porque para Ele, Pai, o perdão não precisa ser dado, existe sempre, é constante do Seu amor de Pai Criador.
Por isso esta “ânsia” de correr para o filho. Porque sempre foi desejo do Pai, a comunhão com o filho, (com os filhos). Este é que quebrou essa comunhão de amor.
Somos nós que quebramos a comunhão com o Pai, com o Seu amor.
Somos nós que quebramos a comunhão com os nossos irmãos, que quebramos o amor de Deus, que existindo em nós, nos une a todos, Seus filhos. «Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê». 1Jo 4,20
Somos nós que quebramos a comunhão com o amor.
E sem amor, não há perdão.
Nós exigimos que nos peçam desculpa, que venham até nós, para “concedermos” o “nosso” perdão. E mesmo quando o “concedemos”, a maior parte das vezes, não o fazemos humildemente, mas sobranceiramente, não conseguimos de imediato “repor” o nosso amor, tal como anteriormente.
Temos tantas frases nas nossas vidas que o documentam:
“Perdoar, perdôo, mas não esqueço”.
“Por esta vez, passa”.
“Está bem perdôo, mas tão cedo não me vês os dentes”.
Etc. etc..
Nunca nos lembramos que quando somos nós a pedir perdão, o nosso desejo, o nosso anseio, é que tudo volte a ser exactamente como era antes da nossa falta, do nosso erro.
Mas nós temos sempre imensas razões para não “concedermos” de imediato o nosso perdão “total”, ou seja, a “reposição” do nosso amor.
Temos a razão de querer “educar”, ou seja, “eu até podia perdoar e tudo ficar na mesma, mas é para ele ou ela aprenderem”.
Temos a razão da “grandeza” da falta, ou seja, “esta, também foi demais, não pode ficar logo tudo como antes”.
Temos a razão da nossa “vergonha” ou “orgulho”, ou seja, “se fica já tudo como antes, vão dizer que eu sou um «banana»”.
Conseguimos até “meter” Deus nas nossas razões, ou seja, “Deus não nos manda ser «parvos»”.
Só por isto vemos que o “nosso” amor é fraco, porque se assim não fosse, apesar de ofendidos, continuávamos a amar e assim o perdão era uma atitude natural e constante, perante o reconhecimento da falta.
Temos milhentas razões, mas talvez a mais interessante seja: “caramba, eu sou humano“.
E o problema é esse, é querermos viver o amor, querermos viver o perdão, apenas com a nossa parte humana, sem nos abrirmos à graça do amor de Deus.
É querermos procurar no mundo o amor e o perdão, que vêm do Alto, que vêm de Deus nosso Pai.
Se nos entregássemos verdadeiramente ao amor de Deus, se nos deixássemos invadir pelo amor do Pai, então também o nosso amor seria uma constante e o perdão não faria parte das nossas preocupações, pois seria uma “coisa” natural na nossa vida de filhos de Deus, unidos no e pelo Seu amor.
Mas somos realmente humanos e fracos.
Tentemos então viver o amor duma maneira viva e constante, colocando no nosso coração o sentimento de que, «por muito que faças, eu amo-te e nada poderá mudar isso, porque és meu irmão, filho de Deus e vives também no amor do Pai, vives também no Sagrado Coração de Jesus, que é fonte de amor, que é o amor de Deus Pai, feito Homem».
O Pai ama-nos assim.Quando dizemos: «Pai perdoa-me, porque Te magoei», podemos ouvir perfeitamente a Sua voz dizer: «Mas, filho, tu já estavas perdoado, mesmo antes da falta, porque Eu nunca deixei de te amar, porque eu te amo, mesmo quando tu não me amas».
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05 Outubro 2009

O Orgulho

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Pois é, Senhor, por muito que nos chames a atenção, que nós entendamos e reflictamos no que nos dizes ao coração, acabamos por cair tantas vezes nos mesmos defeitos.

O orgulho, Senhor!

O orgulho obnubila-nos o pensamento, a razão, e somos então presas fáceis do inimigo que nos quer enganar.

É que o orgulho afasta-nos de Ti, da Tua Palavra, do Teu conselho, pois leva-nos a acreditar que somos capazes sozinhos, que somos melhores do que os outros, que fomos escolhidos por nós próprios, pelas nossas capacidades, para uma determinada missão, como se aquilo que somos, ou temos, não fosse dom de Ti.

Tu, Senhor, não Te afastas de nós, (não o podes fazer porque nos amas e és sempre fiel), mas nós é que fechamos os ouvidos do coração, do pensamento, a Ti, porque eles estão cheios dos nossos ouvidos que só se ouvem a si próprios.

Tu estás ali, sempre, e vais-nos avisando com pequenos pormenores, mas nós, cheios de nós próprios, das nossas certezas, não queremos ouvir, não queremos ver, não queremos perceber, e vamo-nos afundando e mergulhando no nosso orgulho, que se vai rindo de nós e arrastando-nos para o erro e a mentira.

Mas Tu não desistes dos Teus, e vais insistindo, até que num determinado momento uma luz desponta e se faz ver por cima do orgulho, a razão prevalece, e envergonhados percebemos como o orgulho nos cegou.

E voltamos à luta, e aceitamos a lição, e conscientemente sabemos que a luta é diária e que ainda vamos cair mais vezes.

Mas a maior, a mais importante e definitiva certeza, Senhor, é que Tu nos amas com amor eterno, que o Teu perdão é infinitamente maior que o nosso pecado, e que Tu nunca, nunca nos abandonas porque és sempre fiel e não podes deixar de o ser.
«Se formos infiéis, Ele permanecerá fiel, pois não pode negar-se a si mesmo.» 2 Tm 2,13
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19 Agosto 2009

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COMUNIDADE LUZ E VIDA

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DIA DE LOUVOR


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ANFITEATRO PAULO VI - FÁTIMA

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20 de Setembro de 2009

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«O Senhor liberta-te e cura-te»

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Padre Máximo Perez
República Dominicana





Inscrições

As inscrições são feitas por telefone ou junto da comunidade.

Horário para telefonar

Todos os dias feriais: de manhã das 10h às 12h e à tarde das 15h às 18h

Limite de Inscrições

Só se aceitam inscrições até a sala estar cheia. Nessa situação, como tem acontecido, não aceitamos mais inscrições, mesmo dentro do prazo.

Oferta Cada crachá 5€ ( não se entregam crachás no secretariado )

Telefone 236 931 251



Programa

08h30 - Abertura das portas e acolhimento

09h00 - Louvor da manhã

10h00 - Primeiro ensinamento ( Pe Máximo )

11h00 - Intervalo

11h30 - Oração comunitária (louvor, petição...)

12h30 - Almoço

14h00 - Louvor

15h00 - Segundo ensinamento ( Pe Máximo )

15h45 - Intervalo

16h15 - Celebração da Missa pela cura espiritual, emotiva, psíquica e física.

17h15 - Adoração ao Santíssimo com um grande louvor a Cristo Vivo.




Nota:
Se precisar de mais algum esclarecimento, poderá pedi-lo na caixa de comentários, ou directamente pelo telefone acima indicado, para a Comunidade.

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21 Julho 2009

O Caminho, a Verdade e a Vida

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Fecho os olhos e deixo que me conduzas.

Ao princípio cada passo é uma decisão, um medo de tropeçar e cair, um medo de me magoar, mas dou-Te a mão e confio.
Acredito que não me deixas cair.

Depois os passos vão-se tornando mais firmes, mais decididos, mais confiantes, porque então já não só acredito mas tenho como verdade, que Tu não me deixas cair.
Torno-me mais afoito, há momentos em que já corro, há momentos em que até perco o bom senso e já me atiro para a frente como se não houvesse pedras de tropeço, buracos onde cair.
Mas ainda Te dou a mão e Tu, com todo o Teu amor, vais-me chamando a atenção, vais-me pedindo calma, vais-me dizendo para me agarrar ao Teu tempo e não querer "fazer" o meu.

Mas eu acho que já sou capaz, porque estou tão certo das certezas que Tu me deste, que elas já me parecem minhas, e assim até me parece que o estar de mão dada conTigo me impede de caminhar, de correr, da fazer tudo aquilo que eu já penso conseguir fazer sozinho.
E Tu cheio de paciência vais-me dizendo com amor, que sozinho não sou capaz, que o caminho só tem sentido, verdade e vida, se for vivido conTigo, segundo a Tua vontade.

Mas aí eu já não Te ouço, tão cheio estou das minhas capacidades, que até começa a parecer que o aluno quer ultrapassar o Mestre.
E esbracejo e corro, atiro-me para a frente, e até parece ao princípio que afinal tinha razão pois tudo corre tão bem.

Mas de repente, a pedra de tropeço, o buraco fundo e intransponível, onde caio e não me consigo levantar!

Olho para Ti, estendo-Te a mão e digo:
Levanta-me Senhor, que me afundo em mim!

E a Tua mão logo surge, agarra a minha com força, tira-me do abismo em que caí e olhando-me nos olhos, dizes-me cheio de amor:
Eu não te disse meu filho que sem Mim, não há caminho. Eu não te disse meu filho, que não podes viver em Meu Nome, se não me quiseres ao teu lado.
É que sabes, meu filho, tu tens olhos para ver, ouvidos para ouvir, boca para falar, mente para pensar, coração para amar, mas se não viveres na e da minha luz de nada te serve caminhar.
Por isso Eu te disse sempre e continuo a dizer: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida
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04 Junho 2009

O amor e o prazer.

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Às 5 horas da manhã abri os olhos.
Mas foi um abrir daqueles que de imediato me disse que já não ia dormir mais.
Fiquei ali e comecei a rezar, aproveitando o silêncio da noite, a paz do momento.
Ao fim de algum tempo veio ao meu pensamento o episódio de Samuel, que foi chamado durante o sono.
Não fazia em mim qualquer comparação, pobre de mim, mas não deixei de perguntar no meu coração: Queres alguma coisa de mim, Senhor?
Senti-me um pouco envergonhado com a minha jactância de poder sequer pensar que Ele me tinha acordado para falar comigo, para me pedir algo que fosse.
Reza, Joaquim, reza que é o que deves fazer e deixa que Ele te adormeça, porque são horas de dormir, pois dentro em pouco tens de te levantar.
Mas nada, nem um pouco sequer de sonolência!
De mansinho duas palavras começaram a irromper na minha cabeça: o amor, o prazer.
Que queria isto dizer?
Com certeza que o amor é um prazer, um prazer sublime que vai muito para além da sensação física, da experiência de um momento.
O amor é algo que nos constrói, e se nos constrói, dá-nos prazer.
Sim, eu percebo que o amor de Deus nos enche e nos constrói, porque dá sentido ao nosso ser, sobretudo quando abrindo-nos a esse amor, também amamos a Deus, com o amor que Ele nos dá e nos faz experimentar, tornando-se uma delícia, um prazer para as nossas vidas.
Sim, sim, é esse amor que Ele nos dá que nos enche e completa, mas a palavra prazer continuava a surgir, mas com uma insistência de prazer físico.
Sabes, quando amas alguém, com esse amor eros, que se dá e recebe na totalidade da entrega, sentes prazer, o prazer de estares com a pessoa amada, que te faz sorrir, que te faz sentir alegre e em paz, mas que depois e ainda se completa na união física que te leva a experimentar o prazer sensorial, o prazer que te é próprio da humanidade.
Mas até esse prazer físico, repara que é continuado depois mesmo de acabar, ou seja, passa do sentir físico, para um sentir espiritual, um sentir pensado, porque reside no amor do amado e ao amado.
Repara agora tu, que tantas coisas já experimentaste.
Numa relação fortuita, apenas de um momento, movida mais pela urgência do corpo, do que pela vontade do espírito, alguma vez experimentaste esse prazer continuado, ou pelo contrário, esgotado o prazer físico, nada mais ficou do que uma recordação que às vezes até queres rapidamente apagar?
Mas se assim sentimos, não será tempo de pensarmos, que nessa relação fortuita separámos corpo e espírito, e por isso mesmo o prazer é efémero, e como tal não te completa, não te constrói, porque não é amor?
Não, não queres envolver-te em pensamentos filosóficos, mas apenas e tão só tentares perceber o que te quero dizer.
A fonte do amor é Deus, porque foi Deus que te amou primeiro e assim te ensinou a amar.
Não podes amar sem que o amor de Deus esteja em ti, porque Ele é o amor e é n’Ele que o amor se completa.
Mas não é, nem podia ser apenas o amor d’Ele por ti, e o teu amor por Ele, mas sim e também, todos os que Ele ama, (e são todos), e todos os que tu amas, porque amas com o Seu amor, porque se permaneces no Seu amor, também amas com o Seu amor.
Então repara, se permaneces no Seu amor, quando amas com esse amor eros, também é com o Seu amor que tu amas e és amado, e por isso esse amor é abençoado pela plenitude de Deus e assim tudo o que vem desse amor não tem fim, ou seja, não é um só momento, mas é toda uma vida, que depois da passagem continua no amor eterno.
E por isso, repara mais uma vez, o prazer mesmo físico é abençoado pelo amor de Deus em ti e no outro, portanto torna-se completo, e projecta-se inteiramente na tua vida e na vida do outro, ultrapassando a barreira do físico, para ser vivido e sentido também no espírito.
Ora se o teu corpo é capaz de um tal prazer que ultrapassa a barreira da tua humanidade física, é porque ele é querido por Deus e por isso mesmo um “sacrário” do amor de Deus em ti, para o outro e do outro para ti.
Como podes então tu profanar o teu corpo com um prazer que não vem do amor abençoado por Deus?
Seria o mesmo que servires-te de um sacrário para guardar algo que não fosse o Pão Consagrado! O sacrário deixaria então de ser sacrário!
Teria a forma de sacrário, até lhe podiam chamar sacrário, mas não o era, porque não cumpria a sua “plenitude”, que é guardar o Corpo de Cristo dado como alimento ao homem.
Por isso, quando usas o teu corpo numa relação fortuita, apenas tens um prazer físico, efémero, sem amor, e sem amor o teu corpo não cumpre a sua missão de amar com todo o teu ser, físico e espírito, por isso não te completas, por isso o prazer morre no acto físico e não se projecta mais além.
O teu corpo “separa-se” do teu espírito e é apenas carne, carne que morre sem vida para depois.
É como o sacrário onde colocaram outras coisas que não o Pão Consagrado.
Está lá, mas não existe como sacrário, porque não contém o amor.
Entendes agora porque é que o prazer não pode ser separado do amor, nem o amor do prazer.
Entendes agora porque é que Deus quer que o homem tenha prazer na sua união física com a pessoa amada.
Porque se o amor espírito enche o espírito da pessoa, o prazer físico torna o amor presente no físico da pessoa.
E espírito e físico não podem ser separados!
Se o forem o homem sente-se dividido, e Deus ama o homem todo e não apenas uma parte do homem, e sem Deus o homem não tem amor.
Podia dizer-te ainda que na vivência deste amor completo, espírito e físico, em que Deus está presente e é permanência, o homem é chamado à criação, é chamado a prosseguir todos os dias a obra de Deus, e que sem o fazer também não completa o amor que Deus lhe dá, para O amar e amar os outros, mas por agora fica a meditar na extraordinária beleza deste amor humano, que só o é, porque é também divino por vontade de Deus.


28 de Abril de 2009
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15 Abril 2009

DIA DE LOUVOR






COMUNIDADE LUZ E VIDA

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DIA DE LOUVOR

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ANFITEATRO PAULO VI - FÁTIMA

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10 de Maio de 2009

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Invoquei o Senhor com toda a confiança;
Ele inclinou-se para mim e ouviu o meu clamor.


Salmo 40

Queremos que este dia, como nos diz o salmo, seja uma acção de graças seguida de prece. Para isso teremos como pregador do Dia de Louvor o Pe Filipe Lopes coordenador da Comunidade Luz e Vida.



Inscrições

As inscrições são feitas por telefone ou junto da comunidade até ao dia 30 de Abril

Horário para telefonar

Todos os dias feriais: de manhã das 10h às 12h e à tarde das 15h às 18h

Limite de Inscrições

Só se aceitam inscrições até a sala estar cheia. Nessa situação, como tem acontecido, não aceitamos mais inscrições, mesmo dentro do prazo.

Oferta Cada crachá 5€ ( não se entregam crachás no secretariado )

Telefone 236 931 251



Programa



08h30 - Abertura das portas e acolhimento

09h00 - Louvor da manhã

10h00 - Primeiro ensinamento ( Pe Filipe )

11h00 - Intervalo

11h30 - Oração comunitária (louvor, petição...)

12h30 - Almoço

14h00 - Louvor

15h00 - Segundo ensinamento ( Pe Filipe )

15h45 - Intervalo

16h15 - Celebração da Missa pela cura espiritual, emotiva, psíquica e física

17h15 - Adoração ao Santíssimo com um grande louvor a Cristo Vivo