26 Outubro 2009

No amor está o perdão.

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«E levantando-se, foi ter com o pai.
Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos». Lc 15,20


O Pai correu para o filho, para o abraçar, para o aceitar, para o acolher, para o continuar a amar, para fazer festa com ele.
Não para perdoar, porque o perdão esteve sempre no coração do Pai.
O perdão é uma constante no coração do Pai, como o amor.
E o amor do Pai é o amor verdadeiro, sem limites. É o amor que ama sem ser amado.
Quando se ama verdadeiramente, tudo está sempre perdoado.
O perdão faz parte do amor. Está associado ao amor. Onde há amor, há perdão constante.
Por isso o Pai nosso Deus, não nos perdoa, ou vai-nos perdoando. Nós estamos perdoados, à partida, desde logo.
Jesus Cristo com a Sua entrega de amor, à vontade do Pai, alcançou-nos o perdão para sempre.
Portanto, parte de nós aceitarmos o perdão. Ele está dado, é só recebermos.
Para isso temos de admitir, de reconhecer a nossa culpa, reconhecer que somos pecadores.
Não há condições para o perdão do Pai, porque nada há que possamos fazer para impedir o perdão do Pai.
Estamos sempre perdoados, mas para esse perdão ter efeito, temos de baixar a cabeça humildemente e reconhecermos o nosso erro, o nosso pecado.
Por isso o Pai corre para o filho.
Porque nEle, Pai, nunca foi quebrada a comunhão com o filho. O Pai sempre continuou a amar, porque para Ele, Pai, o perdão não precisa ser dado, existe sempre, é constante do Seu amor de Pai Criador.
Por isso esta “ânsia” de correr para o filho. Porque sempre foi desejo do Pai, a comunhão com o filho, (com os filhos). Este é que quebrou essa comunhão de amor.
Somos nós que quebramos a comunhão com o Pai, com o Seu amor.
Somos nós que quebramos a comunhão com os nossos irmãos, que quebramos o amor de Deus, que existindo em nós, nos une a todos, Seus filhos. «Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê». 1Jo 4,20
Somos nós que quebramos a comunhão com o amor.
E sem amor, não há perdão.
Nós exigimos que nos peçam desculpa, que venham até nós, para “concedermos” o “nosso” perdão. E mesmo quando o “concedemos”, a maior parte das vezes, não o fazemos humildemente, mas sobranceiramente, não conseguimos de imediato “repor” o nosso amor, tal como anteriormente.
Temos tantas frases nas nossas vidas que o documentam:
“Perdoar, perdôo, mas não esqueço”.
“Por esta vez, passa”.
“Está bem perdôo, mas tão cedo não me vês os dentes”.
Etc. etc..
Nunca nos lembramos que quando somos nós a pedir perdão, o nosso desejo, o nosso anseio, é que tudo volte a ser exactamente como era antes da nossa falta, do nosso erro.
Mas nós temos sempre imensas razões para não “concedermos” de imediato o nosso perdão “total”, ou seja, a “reposição” do nosso amor.
Temos a razão de querer “educar”, ou seja, “eu até podia perdoar e tudo ficar na mesma, mas é para ele ou ela aprenderem”.
Temos a razão da “grandeza” da falta, ou seja, “esta, também foi demais, não pode ficar logo tudo como antes”.
Temos a razão da nossa “vergonha” ou “orgulho”, ou seja, “se fica já tudo como antes, vão dizer que eu sou um «banana»”.
Conseguimos até “meter” Deus nas nossas razões, ou seja, “Deus não nos manda ser «parvos»”.
Só por isto vemos que o “nosso” amor é fraco, porque se assim não fosse, apesar de ofendidos, continuávamos a amar e assim o perdão era uma atitude natural e constante, perante o reconhecimento da falta.
Temos milhentas razões, mas talvez a mais interessante seja: “caramba, eu sou humano“.
E o problema é esse, é querermos viver o amor, querermos viver o perdão, apenas com a nossa parte humana, sem nos abrirmos à graça do amor de Deus.
É querermos procurar no mundo o amor e o perdão, que vêm do Alto, que vêm de Deus nosso Pai.
Se nos entregássemos verdadeiramente ao amor de Deus, se nos deixássemos invadir pelo amor do Pai, então também o nosso amor seria uma constante e o perdão não faria parte das nossas preocupações, pois seria uma “coisa” natural na nossa vida de filhos de Deus, unidos no e pelo Seu amor.
Mas somos realmente humanos e fracos.
Tentemos então viver o amor duma maneira viva e constante, colocando no nosso coração o sentimento de que, «por muito que faças, eu amo-te e nada poderá mudar isso, porque és meu irmão, filho de Deus e vives também no amor do Pai, vives também no Sagrado Coração de Jesus, que é fonte de amor, que é o amor de Deus Pai, feito Homem».
O Pai ama-nos assim.Quando dizemos: «Pai perdoa-me, porque Te magoei», podemos ouvir perfeitamente a Sua voz dizer: «Mas, filho, tu já estavas perdoado, mesmo antes da falta, porque Eu nunca deixei de te amar, porque eu te amo, mesmo quando tu não me amas».
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05 Outubro 2009

O Orgulho

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Pois é, Senhor, por muito que nos chames a atenção, que nós entendamos e reflictamos no que nos dizes ao coração, acabamos por cair tantas vezes nos mesmos defeitos.

O orgulho, Senhor!

O orgulho obnubila-nos o pensamento, a razão, e somos então presas fáceis do inimigo que nos quer enganar.

É que o orgulho afasta-nos de Ti, da Tua Palavra, do Teu conselho, pois leva-nos a acreditar que somos capazes sozinhos, que somos melhores do que os outros, que fomos escolhidos por nós próprios, pelas nossas capacidades, para uma determinada missão, como se aquilo que somos, ou temos, não fosse dom de Ti.

Tu, Senhor, não Te afastas de nós, (não o podes fazer porque nos amas e és sempre fiel), mas nós é que fechamos os ouvidos do coração, do pensamento, a Ti, porque eles estão cheios dos nossos ouvidos que só se ouvem a si próprios.

Tu estás ali, sempre, e vais-nos avisando com pequenos pormenores, mas nós, cheios de nós próprios, das nossas certezas, não queremos ouvir, não queremos ver, não queremos perceber, e vamo-nos afundando e mergulhando no nosso orgulho, que se vai rindo de nós e arrastando-nos para o erro e a mentira.

Mas Tu não desistes dos Teus, e vais insistindo, até que num determinado momento uma luz desponta e se faz ver por cima do orgulho, a razão prevalece, e envergonhados percebemos como o orgulho nos cegou.

E voltamos à luta, e aceitamos a lição, e conscientemente sabemos que a luta é diária e que ainda vamos cair mais vezes.

Mas a maior, a mais importante e definitiva certeza, Senhor, é que Tu nos amas com amor eterno, que o Teu perdão é infinitamente maior que o nosso pecado, e que Tu nunca, nunca nos abandonas porque és sempre fiel e não podes deixar de o ser.
«Se formos infiéis, Ele permanecerá fiel, pois não pode negar-se a si mesmo.» 2 Tm 2,13
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19 Agosto 2009

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COMUNIDADE LUZ E VIDA

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DIA DE LOUVOR


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ANFITEATRO PAULO VI - FÁTIMA

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20 de Setembro de 2009

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«O Senhor liberta-te e cura-te»

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Padre Máximo Perez
República Dominicana





Inscrições

As inscrições são feitas por telefone ou junto da comunidade.

Horário para telefonar

Todos os dias feriais: de manhã das 10h às 12h e à tarde das 15h às 18h

Limite de Inscrições

Só se aceitam inscrições até a sala estar cheia. Nessa situação, como tem acontecido, não aceitamos mais inscrições, mesmo dentro do prazo.

Oferta Cada crachá 5€ ( não se entregam crachás no secretariado )

Telefone 236 931 251



Programa

08h30 - Abertura das portas e acolhimento

09h00 - Louvor da manhã

10h00 - Primeiro ensinamento ( Pe Máximo )

11h00 - Intervalo

11h30 - Oração comunitária (louvor, petição...)

12h30 - Almoço

14h00 - Louvor

15h00 - Segundo ensinamento ( Pe Máximo )

15h45 - Intervalo

16h15 - Celebração da Missa pela cura espiritual, emotiva, psíquica e física.

17h15 - Adoração ao Santíssimo com um grande louvor a Cristo Vivo.




Nota:
Se precisar de mais algum esclarecimento, poderá pedi-lo na caixa de comentários, ou directamente pelo telefone acima indicado, para a Comunidade.

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21 Julho 2009

O Caminho, a Verdade e a Vida

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Fecho os olhos e deixo que me conduzas.

Ao princípio cada passo é uma decisão, um medo de tropeçar e cair, um medo de me magoar, mas dou-Te a mão e confio.
Acredito que não me deixas cair.

Depois os passos vão-se tornando mais firmes, mais decididos, mais confiantes, porque então já não só acredito mas tenho como verdade, que Tu não me deixas cair.
Torno-me mais afoito, há momentos em que já corro, há momentos em que até perco o bom senso e já me atiro para a frente como se não houvesse pedras de tropeço, buracos onde cair.
Mas ainda Te dou a mão e Tu, com todo o Teu amor, vais-me chamando a atenção, vais-me pedindo calma, vais-me dizendo para me agarrar ao Teu tempo e não querer "fazer" o meu.

Mas eu acho que já sou capaz, porque estou tão certo das certezas que Tu me deste, que elas já me parecem minhas, e assim até me parece que o estar de mão dada conTigo me impede de caminhar, de correr, da fazer tudo aquilo que eu já penso conseguir fazer sozinho.
E Tu cheio de paciência vais-me dizendo com amor, que sozinho não sou capaz, que o caminho só tem sentido, verdade e vida, se for vivido conTigo, segundo a Tua vontade.

Mas aí eu já não Te ouço, tão cheio estou das minhas capacidades, que até começa a parecer que o aluno quer ultrapassar o Mestre.
E esbracejo e corro, atiro-me para a frente, e até parece ao princípio que afinal tinha razão pois tudo corre tão bem.

Mas de repente, a pedra de tropeço, o buraco fundo e intransponível, onde caio e não me consigo levantar!

Olho para Ti, estendo-Te a mão e digo:
Levanta-me Senhor, que me afundo em mim!

E a Tua mão logo surge, agarra a minha com força, tira-me do abismo em que caí e olhando-me nos olhos, dizes-me cheio de amor:
Eu não te disse meu filho que sem Mim, não há caminho. Eu não te disse meu filho, que não podes viver em Meu Nome, se não me quiseres ao teu lado.
É que sabes, meu filho, tu tens olhos para ver, ouvidos para ouvir, boca para falar, mente para pensar, coração para amar, mas se não viveres na e da minha luz de nada te serve caminhar.
Por isso Eu te disse sempre e continuo a dizer: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida
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04 Junho 2009

O amor e o prazer.

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Às 5 horas da manhã abri os olhos.
Mas foi um abrir daqueles que de imediato me disse que já não ia dormir mais.
Fiquei ali e comecei a rezar, aproveitando o silêncio da noite, a paz do momento.
Ao fim de algum tempo veio ao meu pensamento o episódio de Samuel, que foi chamado durante o sono.
Não fazia em mim qualquer comparação, pobre de mim, mas não deixei de perguntar no meu coração: Queres alguma coisa de mim, Senhor?
Senti-me um pouco envergonhado com a minha jactância de poder sequer pensar que Ele me tinha acordado para falar comigo, para me pedir algo que fosse.
Reza, Joaquim, reza que é o que deves fazer e deixa que Ele te adormeça, porque são horas de dormir, pois dentro em pouco tens de te levantar.
Mas nada, nem um pouco sequer de sonolência!
De mansinho duas palavras começaram a irromper na minha cabeça: o amor, o prazer.
Que queria isto dizer?
Com certeza que o amor é um prazer, um prazer sublime que vai muito para além da sensação física, da experiência de um momento.
O amor é algo que nos constrói, e se nos constrói, dá-nos prazer.
Sim, eu percebo que o amor de Deus nos enche e nos constrói, porque dá sentido ao nosso ser, sobretudo quando abrindo-nos a esse amor, também amamos a Deus, com o amor que Ele nos dá e nos faz experimentar, tornando-se uma delícia, um prazer para as nossas vidas.
Sim, sim, é esse amor que Ele nos dá que nos enche e completa, mas a palavra prazer continuava a surgir, mas com uma insistência de prazer físico.
Sabes, quando amas alguém, com esse amor eros, que se dá e recebe na totalidade da entrega, sentes prazer, o prazer de estares com a pessoa amada, que te faz sorrir, que te faz sentir alegre e em paz, mas que depois e ainda se completa na união física que te leva a experimentar o prazer sensorial, o prazer que te é próprio da humanidade.
Mas até esse prazer físico, repara que é continuado depois mesmo de acabar, ou seja, passa do sentir físico, para um sentir espiritual, um sentir pensado, porque reside no amor do amado e ao amado.
Repara agora tu, que tantas coisas já experimentaste.
Numa relação fortuita, apenas de um momento, movida mais pela urgência do corpo, do que pela vontade do espírito, alguma vez experimentaste esse prazer continuado, ou pelo contrário, esgotado o prazer físico, nada mais ficou do que uma recordação que às vezes até queres rapidamente apagar?
Mas se assim sentimos, não será tempo de pensarmos, que nessa relação fortuita separámos corpo e espírito, e por isso mesmo o prazer é efémero, e como tal não te completa, não te constrói, porque não é amor?
Não, não queres envolver-te em pensamentos filosóficos, mas apenas e tão só tentares perceber o que te quero dizer.
A fonte do amor é Deus, porque foi Deus que te amou primeiro e assim te ensinou a amar.
Não podes amar sem que o amor de Deus esteja em ti, porque Ele é o amor e é n’Ele que o amor se completa.
Mas não é, nem podia ser apenas o amor d’Ele por ti, e o teu amor por Ele, mas sim e também, todos os que Ele ama, (e são todos), e todos os que tu amas, porque amas com o Seu amor, porque se permaneces no Seu amor, também amas com o Seu amor.
Então repara, se permaneces no Seu amor, quando amas com esse amor eros, também é com o Seu amor que tu amas e és amado, e por isso esse amor é abençoado pela plenitude de Deus e assim tudo o que vem desse amor não tem fim, ou seja, não é um só momento, mas é toda uma vida, que depois da passagem continua no amor eterno.
E por isso, repara mais uma vez, o prazer mesmo físico é abençoado pelo amor de Deus em ti e no outro, portanto torna-se completo, e projecta-se inteiramente na tua vida e na vida do outro, ultrapassando a barreira do físico, para ser vivido e sentido também no espírito.
Ora se o teu corpo é capaz de um tal prazer que ultrapassa a barreira da tua humanidade física, é porque ele é querido por Deus e por isso mesmo um “sacrário” do amor de Deus em ti, para o outro e do outro para ti.
Como podes então tu profanar o teu corpo com um prazer que não vem do amor abençoado por Deus?
Seria o mesmo que servires-te de um sacrário para guardar algo que não fosse o Pão Consagrado! O sacrário deixaria então de ser sacrário!
Teria a forma de sacrário, até lhe podiam chamar sacrário, mas não o era, porque não cumpria a sua “plenitude”, que é guardar o Corpo de Cristo dado como alimento ao homem.
Por isso, quando usas o teu corpo numa relação fortuita, apenas tens um prazer físico, efémero, sem amor, e sem amor o teu corpo não cumpre a sua missão de amar com todo o teu ser, físico e espírito, por isso não te completas, por isso o prazer morre no acto físico e não se projecta mais além.
O teu corpo “separa-se” do teu espírito e é apenas carne, carne que morre sem vida para depois.
É como o sacrário onde colocaram outras coisas que não o Pão Consagrado.
Está lá, mas não existe como sacrário, porque não contém o amor.
Entendes agora porque é que o prazer não pode ser separado do amor, nem o amor do prazer.
Entendes agora porque é que Deus quer que o homem tenha prazer na sua união física com a pessoa amada.
Porque se o amor espírito enche o espírito da pessoa, o prazer físico torna o amor presente no físico da pessoa.
E espírito e físico não podem ser separados!
Se o forem o homem sente-se dividido, e Deus ama o homem todo e não apenas uma parte do homem, e sem Deus o homem não tem amor.
Podia dizer-te ainda que na vivência deste amor completo, espírito e físico, em que Deus está presente e é permanência, o homem é chamado à criação, é chamado a prosseguir todos os dias a obra de Deus, e que sem o fazer também não completa o amor que Deus lhe dá, para O amar e amar os outros, mas por agora fica a meditar na extraordinária beleza deste amor humano, que só o é, porque é também divino por vontade de Deus.


28 de Abril de 2009
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15 Abril 2009

DIA DE LOUVOR






COMUNIDADE LUZ E VIDA

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DIA DE LOUVOR

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ANFITEATRO PAULO VI - FÁTIMA

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10 de Maio de 2009

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Invoquei o Senhor com toda a confiança;
Ele inclinou-se para mim e ouviu o meu clamor.


Salmo 40

Queremos que este dia, como nos diz o salmo, seja uma acção de graças seguida de prece. Para isso teremos como pregador do Dia de Louvor o Pe Filipe Lopes coordenador da Comunidade Luz e Vida.



Inscrições

As inscrições são feitas por telefone ou junto da comunidade até ao dia 30 de Abril

Horário para telefonar

Todos os dias feriais: de manhã das 10h às 12h e à tarde das 15h às 18h

Limite de Inscrições

Só se aceitam inscrições até a sala estar cheia. Nessa situação, como tem acontecido, não aceitamos mais inscrições, mesmo dentro do prazo.

Oferta Cada crachá 5€ ( não se entregam crachás no secretariado )

Telefone 236 931 251



Programa



08h30 - Abertura das portas e acolhimento

09h00 - Louvor da manhã

10h00 - Primeiro ensinamento ( Pe Filipe )

11h00 - Intervalo

11h30 - Oração comunitária (louvor, petição...)

12h30 - Almoço

14h00 - Louvor

15h00 - Segundo ensinamento ( Pe Filipe )

15h45 - Intervalo

16h15 - Celebração da Missa pela cura espiritual, emotiva, psíquica e física

17h15 - Adoração ao Santíssimo com um grande louvor a Cristo Vivo


18 Março 2009

O Perdão - Setenta vezes sete.

Mateus 18,21-35

Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?» Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida. O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: 'Concede-me um prazo e tudo te pagarei.' Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: 'Paga o que me deves!' O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: 'Concede-me um prazo que eu te pagarei.' Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia. Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor. O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: 'Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?' E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.»

Jesus Cristo fala-nos do perdão.
Utiliza este modo de o dizer, que não devemos perdoar sete vezes, mas sim setenta vezes sete, como forma de nos ensinar que o perdão não deve ter limite, que não se pode medir o número de vezes que se perdoa, que não se esgota nas poucas ou muitas vezes que perdoamos.
Devemos lembramo-nos que muitas vezes temos frases como: Já te perdoei muitas vezes agora chega! Ou: Já lhe perdoei tantas vezes e não aprende, por isso não vale a pena continuar a perdoar.
A verdade é que o Senhor nos diz que devemos perdoar sempre, o que não significa que não devamos correctamente, com amor, chamar a atenção daqueles que nos ferem e magoam com as suas ofensas, sobretudo se são repetidas e sem emenda.


Mas não nos compete a nós julgar, nem sequer decidirmos quantas vezes são demais, porque também nós pecamos, tantas e tantas vezes repetidamente, e o Senhor sempre, sempre nos perdoa.
Não podemos nós saber quão forte é a tentação que leva os nossos irmãos e irmãs a ofenderem-nos, a magoarem-nos, mas sabemos muito bem que há tentações nas nossas vidas em que caímos repetidas vezes, por isso, quem somos nós para julgar os outros se nós próprios também não somos perfeitos?
Mas há outros pensamentos que traduzimos muitas vezes em frases e que precisamos de perceber até que ponto é que não são um verdadeiro perdão, ou que são apenas uma “imitação” de perdão.
Por exemplo, quando dizemos, que perdoar, perdoamos, mas não esquecemos.
Este não esquecer traz normalmente consigo uma atitude não de perdão, mas sim de reserva, perante aquele ou aquela que nos fez mal.
No fundo estamos a dizer que aquela ofensa ficará sempre como uma mágoa em nós e que provavelmente numa outra oportunidade somos capazes de atirar à cara daquela pessoa a ofensa que nos fez.
E isso não é perdoar!
Como perdoar também não é esquecer!
Deus nos deu uma memória e essa memória não pode ser apagada por nossa vontade.
A questão não está em esquecer a ofensa, a questão está em que a memória dessa ofensa não nos magoe, não nos fira, porque nós já perdoamos a quem nos ofendeu e portanto fizemos as pazes dentro de nós.
E para isso é preciso a nossa vontade, mas também é preciso muita oração.
O acto de perdoar, é um acto da nossa vontade, iluminado pela graça de Deus.


Muitas vezes ao princípio até nos parece que não estamos a ser sinceros, ou seja, dissemos que perdoámos, mas cá dentro de nós parece que não, que ainda temos algum ressentimento para com quem nos ofendeu.
Mas isso é normal, porque nós somos humanos e imperfeitos e há ofensas mais fáceis de perdoar e outras mais difíceis, porque há ofensas que magoam um pouco, mas há outras que magoam muito.
Então é preciso rezar com muita perseverança por aqueles que nos ofenderam, e que pela graça de Deus o perdão seja presença constante em nós.
É o Espírito Santo que, à medida que vamos rezando pelos que nos ofendem, vai colocando a paz nas nossas vidas, e nos vai fazendo compreender que aqueles que nos ofenderam são nossos irmãos que fraquejaram naquele momento, como nós já fraquejámos em tantos momentos.

«Digo-vos, porém, a vós que me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, 28abençoai os que vos amaldiçoam, rezai pelos que vos caluniam.» Lc 6,27-28
No entanto, amar os nossos inimigos, amar aqueles que nos ofendem, não é a mesma coisa que amar os nossos familiares ou amigos.
Como o amor dos esposos não é a mesma coisa que o amor dos pais pelos filhos, ou o amor entre irmãos, ou o amor que os amigos têm uns pelos outros.
Amar aqueles que nos ofendem significa estar disponível para eles, ajudá-los se precisarem de nós, não guardar rancor, nem ressentimento em relação a eles.

Mas não podemos falar do perdão sem nos colocarmos do outro lado, ou seja, do lado daqueles que ofendem, que magoam, que ferem os outros com palavras, com gestos, com atitudes.
Porque também, com certeza, cada um de nós já ofendeu alguém, muito ou pouco, e precisou de sentir o perdão daqueles que ofendeu para ter paz na sua vida.
É que podemos falar e meditar sobre os passos que temos de dar para perdoarmos aos outros, mas temos também que falar e meditar nos passos que temos que dar para pedirmos perdão aos outros.
Porque só quem é capaz de pedir perdão é que é capaz de perdoar.

Alguém pode dizer que na sua vida nunca magoou ninguém?
Claro que não, porque como pais, ou como filhos, como marido ou como mulher, como amigos ou conhecidos, como patrões ou empregados, ou até com alguém que nem conhecemos bem mas de quem já dissemos mal, às vezes apenas porque repetimos o que alguém nos disse, por todos esses motivos já ofendemos alguém com certeza.
Então precisamos de saber vencer o nosso orgulho, precisamos de nos saber confrontar com o nosso erro, não arranjando desculpas para o que fizemos, e pedirmos perdão a quem ofendemos.
E quando vivemos esta verdade de que também nós ofendemos os outros e temos de pedir perdão, também compreendemos melhor aqueles que nos ofenderam, e com mais facilidade podemos perdoar, como fomos perdoados.
Mas aqui, sobretudo quando ofendemos, temos que ver ainda uma outra dimensão do perdão e que é o perdão a nós próprios.
Porque quando ofendemos alguém e nos apercebemos disso, ficamos envergonhados e recriminamo-nos, tendo muitas vezes dificuldades em percebermos como fomos capazes de fazer, de cometer essas ofensas.
Então temos que perceber que o amor de Deus é muito superior aos nossos pecados e se Ele nos perdoa também nós nos devemos perdoar, porque se assim não fizermos é como se estivéssemos a negar o perdão de Deus a nós próprios.
Por vezes depois de uma vida desregrada como a que eu tive antes da minha conversão, temos alguma coisa que quase nos mete medo, quando pensamos em tantas coisas más que fizemos e como é possível que Deus nos perdoe.
E então temos dificuldades em perdoarmo-nos, como se aquilo que fizemos cortasse para sempre a nossa comunhão com Deus.
Temos então de acreditar firmemente que o amor de Deus é muito maior que o nosso pecado e que Ele nos ama mesmo quando nós não O amamos.
Quando pela graça da Confissão percebemos, aceitamos e vivemos o perdão de Deus, o amor de Deus, percebemos então que sendo filhos de Deus, recebemos d’Ele o perdão para nós e para os outros.
Em paz com nós próprios, podemos também pedir e fazer a paz com os outros.
É isso aliás que dizemos no Pai Nosso, dirigindo-nos ao Pai dizendo, “perdoai-nos como nós perdoamos”.

E não é isso o que nos diz a parábola que Jesus Cristo nos conta no Evangelho?
O senhor perdoou aquele servo, mas ele não foi capaz de perdoar àquele que lhe devia. A sua falta de perdão ao outro acabou por cair em cima de si próprio. Ao não perdoar também não foi perdoado.
Mesmo interiormente, nas nossas vidas, quando não perdoamos e vivemos no rancor e no ressentimento, apenas fazemos mal a nós próprios.
Porque a falta de perdão leva ao rancor, ao ressentimento, à vontade de vingança, e todos estes sentimentos envenenam as nossas vidas.
Passamos a viver amargurados por causa daquele que nos ofendeu, e se nas nossas vidas temos de nos cruzar permanentemente com aquele que nos ofendeu, a ferida é reaberta, volta a magoar-nos, a ferir-nos, e às vezes vai tão longe esse sofrimento, que nos faz fazer coisas de que depois nos arrependeremos e que podem desgraçar as nossas vidas, como por exemplo, agir contra a vida daquele que nos ofendeu.

E Deus sabe isto tudo e por isso nos diz que devemos perdoar sempre, sem medida nem dimensão, porque Ele sabe que só o perdão traz paz, serenidade e felicidade às nossas vidas.
Porque Ele sabe que só perdoando podemos viver a vida como Ele mesmo nos pede no Seu mandamento maior:
«Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos».